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Tumores orbitários na idade pediátrica

Posted on: Junho 10, 2019 Posted by: admin Comments: 0

Tumores orbitários na idade pediátrica

Pedro Henrique Pestana Barradas

TUMORES ORBITÁRIOS NA IDADE PEDIÁTRICA

Pedro Barradas1, Sílvia Carvalho1, Mafalda Pinto1, Rui Pais1

1- Neurorradiologia – Serviço de Imagem Médica, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC)

Introdução

Existe um vasto espectro de doenças tumorais que podem afetar a órbita, cada uma possuindo características inerentes que permitem o seu diagnóstico através das técnicas de imagem disponíveis. Pretendemos com esta revisão mostrar as massas orbitárias mais frequentemente encontradas na idade pediátrica, e as suas características imagiológicas, assim como aquelas que, por serem mais raras, podem não ser consideradas inicialmente no diagnóstico diferencial.

Métodos

Realizámos um estudo retrospetivo de revisão das imagens de RM crânio-encefálicas e orbitárias realizadas no Hospital Pediátrico de Coimbra entre os anos de 2010 e 2018, selecionando aquelas que revelaram massas orbitárias.

Resultados

Obtivemos um total de 125 doentes pediátricos com massas orbitárias, dos quais 70 do sexo feminino e 55 do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 5 meses e os 18 anos. O retinoblastoma foi a patologia mais frequentemente observada, identificando-se 50 casos (40%), e a segunda mais comum o glioma do nervo óptico com 28 casos (22,4%), seguida pelo hemangioma capilar com 24 casos (19,2%). Adicionalmente identificaram-se 5 casos de histiocitoses (4%),5 rabdomiossarcomas (4%), 4 malformações venolinfáticas (3,2%), 3 quistos dermoides (2,4%) e 2 crianças com infiltração leucémica por leucemia linfóide aguda (1,6%). Foram ainda encontrados casos isolados de epitelioma, infiltração por mixoma nasossinusal, meningioma do nervo óptico e metástase de neuroblastoma.

Conclusão

Esta revisão ilustra o espectro de patologias a ter em conta quando surge uma massa orbitária em idade pediátrica, e as suas características imagiológicas mais distintivas, que em muitos casos permitem o diagnóstico do tipo de lesão, confirmado pelo estudo anatomopatológico ou pela resposta à terapêutica dirigida.
A idade é um fator importante a considerar no estudo destas patologias, dado que certos tumores raramente observados em adultos são relativamente frequentes na idade pediátrica.